Eduardo Paes 25
31/08/2018

Reunião com comando da Polícia Militar e defende policiamento ostensivo nas ruas para a violência no rio

O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se encontrou, na manhã desta sexta-feira (31/08), com o comandante geral Polícia Militar, coronel Luís Cláudio Laviano, e oficiais no Quartel General da PM, no Centro do Rio. Paes assistiu à uma apresentação sobre a atual situação da corporação e conversou com os presentes seus planos para o trabalho da Polícia Militar, caso seja eleito. O candidato do Democratas defendeu a ampliação do policiamento ostensivo das ruas, através do remanejamento para o patrulhamento de PMs cedidos ou em funções administrativas.


_ É óbvio que há um problema de efetivo. A gente precisa de mais policiais. Analisei alguns números. Temos um número grande de policiais afastados, de policiais ainda cedidos. É fundamental recuperar esse efetivo e colocar o policiamento nas ruas _ afirmou Paes na saída do encontro.

O candidato voltou a afirmar que a prioridade de seu governo será o combate à violência nas ruas, com policiamento ostensivo ampliado e focado nos índices de roubos e homicídios.

_ É importante visitar aqui o comando da PM e conhecer um pouco das transformações que a PM procura fazer nesse período sob intervenção. Mas o mais importante é a gente entender que a PM tem um papel fundamental, que é o policiamento ostensivo. O cuidado com a segurança nas ruas. A gente quer trabalhar imediatamente para diminuir a violência nas ruas, principalmente trabalhando em dois índices: roubos e homicídios. Isso já diminui bastante a violência. Vamos fazer isso através de mais policiamento ostensivo, mais voltado e orientado para manchas criminais, que a gente consegue identificar claramente, permitindo que a população tenha mais segurança _ frisou.

O candidato reafirmou seu compromisso de pedir ao próximo presidente da República, ainda em janeiro, que as Forças Armadas permaneçam trabalhando no Rio, mas sob o comando e autoridade do governador do estado.

_ A intervenção acaba em 31 de dezembro. Eu sempre digo não é uma questão de ser a favor ou contra. Ela era necessária em razão da perda de comando do governo do estado sobre a segurança pública. Agora, a partir de 1º de janeiro de 2019, se eleito governador, a segurança pública passa a ser responsabilidade do governador. Mas eu vou pedir sim, ao próximo presidente da República, que as Forças Armadas continuem, sob meu comando, nos auxiliando aqui, pela sua retidão ética, pela sua força na dissuasão de conflitos, no impedimento de que novas áreas sejam dominadas pelo crime organizado e a expansão das áreas já ocupadas. As forças armadas tem um papel a cumprir conosco _ argumentou.

Paes deu como exemplo do remanejamento de policiais às regiões da Baixada Fluminense e de São Gonçalo, áreas, segundo ele, com reduzido efetivo militar.

_ Você tem áreas como a Baixada Fluminense e São Gonçalo em que o efetivo policial é baixíssimo. Isso é uma prioridade. Você tem aí uma relação policial/habitante muito baixa. Mais baixa que na Capital. Não estou dizendo que a da cidade do Rio é alta. Talvez ela seja a adequada. Mas a Baixada e São Gonçalo certamente precisam de mais policiamento ostensivo.

Sobre as condições de trabalho dos policiais, Paes disse que o gabinete de intervenção federal fez uma compra grande de material para equipar as forças policiais, entre  armamento, carros e coletes.

No início da tarde, o candidato visitou as cidades de Mendes e Paulo de Frontin, e segue agora para Miguel Pereira e Paty do Alferes.