Segurança Pública
17/09/2018

Em visita ao Mercadão de Madureira, Paes afirma que combaterá a violência, que prejudica o comércio e a população

O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitou, neste sábado, o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio. Na caminhada, Paes falou com moradores e comerciantes e se comprometeu mais uma vez em trabalhar para combater a violência no estado, que atinge a população e a atividade econômica, representada sobretudo pelos comerciantes de rua. Paes disse que, se eleito, atuará de maneira a ampliar o policiamento ostensivo, com foco nos roubos e homícios no estado, e investir na melhoria das condições de trabalho das polícias.

_ A violência que assola a Zona Norte, a cidade do Rio de Janeiro, os municípios da Baixada, região de São Gonçalo, tem prejudicado muito o comércio. E a gente tem que facilitar a vida do comerciante. E isso se faz trazendo segurança. As pessoas têm que ter, com policiamento ostensivo, liberdade de caminhar e fazer suas compras. A gente vai trabalhar muito forte, em áreas com muito comércio, com policiamento ostensivo _ afirmou.

Segundo Paes, o efetivo policial disponível na Zona Norte, Baixada e São Gonçalo “está muito baixo” e estas áreas precisam ser priorizadas nas ações de estado para atender à população e não prejudicar ainda mais o comércio.

Questionado como iria ampliar o policiamento num contexto de crise financeira do estado, Paes disse que pretende analisar opções, como remanejamento de pessoal ou eventualmente pagar horas extras dos policiais.

_ Você tem possibilidades. A mais simples e com resposta mais rápida é pagar o RAS (Regime Adicional de Serviço). Na prática é como se você comprasse o bico dos policiais. Mas nós vamos ter que olhar isso com muito critério e cuidado. Nós temos 44 mil policiais. Não é possível que não tenha homens nas ruas com esse efetivo todo. Tirar eventualmente quem está em tarefa administrativa, checar quem de fato tem licença médica merecida. E, em última instância, comprar o horário do policial.

Indagado sobre o sucateamento da Polícia Civil, que nos últimos anos enfrenta problemas de efetivo reduzido e até mesmo falta de materiais básicos de trabalho, o candidato do Democratas disse que, neste caso, deverá ser necessário contratar novos policiais, além de recuperar as condições de trabalho dos agentes.

_ Objetivamente, (primeiro) temos que arrumar as contas do estado. Foi o que fiz na Prefeitura. E vamos ter que contratar policiais. Você pega toda a parte de tecnologia da Polícia Civil e é uma vergonha. Você pega o IML e os institutos todos que acompanham a área de investigação, nada funciona. Eles não dispõem de instrumentos mínimos. Você olha para as delegacias e elas estão desmontadas.

Paes voltou a falar ainda que pretende pedir ao próximo presidente da República que as Forças Armadas – cuja intervenção se encerra em dezembro – sigam atuando em parceria com o governo do estado, mas sob o comando do governador, no trabalho de retomada da Segurança Pública do Rio.